Precursora do Movimento Moderno de arquitetura da década de 40 e pioneira do cinema nacional, através de Humberto Mauro, Cataguases pode ir mais longe, assim como as linhas do trem que a cercam. É preciso lembrar da irreverência de Maria Alcina, ou da histórica Revista Verde, ou ainda das obras de arte que vivem ao ar livre lado a lado com a sociedade; a “terra de gente boa” é onde o passado e o presente se encontram desenhados pelos contornos de Oscar Niemeyer, Cândido Portinari, Burle Marx, Djanira, entre tantos outros artistas. Embora muitos digam que Cataguases vive do seu passado cultural, é importante não nos atermos apenas ao saudosismo, pois há muitos e bons movimentos acontecendo no município e região, que embora, hoje, não carregue os grandes nomes do passado, atualmente, menos elitizada, a cultura e seu movimento vêm acontecendo em tempo no cinema e nas artes, com animação, com artes plásticas, com músicos e um cenário mais próximo do povo e também de grande valor.

A Princesa da Zona da Mata, como Cataguases é carinhosamente conhecida, mantém sua essência artística e cultural, com potencial turístico a ser explorado. O próprio município se merge à história de alguns de seus personagens mais conhecidos e eternizados pelo painel “CATAGUASES! Vale a Pena Viver em Ti.”, de 2001, localizado na Praça Chácara Dona Catarina que, hoje, vem sendo revitalizado. (Para conhecer o projeto: www.issuu.com/genttesa/docs/painel).

Justamente por este leque de possibilidades existir é que fica sempre a esperança de ver Cataguases abrilhantando os olhos dos visitantes. Existem movimentos que unem cidades circunvizinhas valorizando a natureza regional, com a proposta de fomentar o turismo e que passam por Cataguases, como o Circuito Serras e Cachoeiras. Já existiram também várias iniciativas no município envolvendo o SEBRAE-MG e a Secretaria de Cultura do município, com cursos de turismo receptivo e cultural, instigando uma abertura à visitação.

Em nosso país, há muitas cidades que se desenvolveram por meio do turismo e em Cataguases precisamos fazer acontecer, pois já foram dados vários passos, mas sem sequência e articulação conjunta. Para que o turismo, de fato, aconteça, seja ele cultural, rural ou de negócios, é preciso unir sociedade civil, poder público e iniciativa privada num plano estratégico que faça dar certo. Mesmo que comecemos engatinhando, mas que possamos dar os próximos passos, sejam eles incentivando e apoiando a Maria Fumaça, preparando-nos para receber com melhor atendimento e fazendo com que os visitantes gostem e queiram voltar. Cataguases pode e merece esse desenvolvimento!

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