O Jornal Empresarial buscou saber com os secretários da região qual o cenário e as expectativas de desenvolvimento para a nossa região.

 

Cézar Augusto Bianchi Botaro

Secretário Municipal de Desenvolvimento Econômico de Muriaé

 

Nos últimos 10 anos Muriaé está sendo muito bem administrado com um crescimento muito grande no setor da construção civil e aumento na produção e qualidade dos produtos principalmente na indústria têxtil com a modernização dos maquinários, treinamentos de funcionários e gestores como mostra os números a seguir.

 

O Desenvolvimento Econômico de Muriaé é demonstrado claramente pela Indústria da Moda de Confecção, onde hoje segundo um diagnóstico feito em 2005 e atualizado em 2010 pelo IEL (Instituto Evaldo Lodi), nos mostrou que existem cerca de 415 empresas formais, que empregam 5.130 pessoas diretamente. De acordo com os dados da Rais, entre 2006 e 2009, o número de estabelecimentos do setor têxtil  cresceu 11,9%, superior ao observado em Minas Gerais (8,1%). O número de empregados no polo aumentou 13,3% e em Minas Gerais foi bem inferior (1,6%).

 

A expectativa para o futuro é otimista posto que hoje temos as indústrias crescendo e boas escolas de formação profissional, esta mistura é garantia de um futuro brilhante.

 

Elaine Ferraz Rodrigues

Secretária de Ação Social e Desenvolvimento Econômico de Itamarati de Minas

A realidade hoje é que 70% dos municípios brasileiros não possuem uma única grande empresa e Itamarati está nessa estatística, uma vez que a VMetais deixou de operar no município.
O ano de 2014 nos apresentou um cenário muito incerto, fato que motivou a Secretaria de Desenvolvimento Social a desenvolver um Plano que já está em execução para desenvolver o comércio local, de forma que este se fortaleça e tenha condições de competir com as cidades vizinhas. Outra ação é incentivar a formalização dos empreendedores individuais para que os mesmos possam gozar dos direitos que a legislação lhes permite, além de, participarem das capacitações oferecidas pela secretaria de Ação Social e Desenvolvimento Econômico afim de, possibilitar aos mesmos maiores conhecimentos sobre finanças, boas práticas de higiene, entre outras.
A cidade de Itamarati de Minas é famosa pelos eventos que realiza e isso impacta significativamente na economia local, uma vez que, quando acontece um evento, o comércio vende mais, as pousadas recebem mais visitantes e outras atividades podem ser realizadas a fim de fazer com que o dinheiro circule no município.
Entendemos que o turismo, comércio e serviços são as principais atividades que tendem a se desenvolver oferecer novas oportunidades para o desenvolvimento local. É necessário que todos deem sua parcela de contribuição para que isso aconteça, pois, é preciso que haja o esforço do poder público, mas também da iniciativa privada, entidades de classe, ONGs, entre outros para que as ações se consolidem. Estamos trabalhando para que Itamarati de Minas seja um excelente lugar para visitar, e principalmente uma cidade para se viver bem.

 

Ângelo Andrade Cirino

Secretário de Indústria e Comércio de Cataguases

Cataguases passa por uma fase de desindustrialização. É ilusão acharmos que vamos conseguir emprego em empresas de grande porte. Em Minas Gerais tem 70 empresas de grande porte que empregam 3 mil funcionários.

 

Estamos investindo na área de economia criativa por meio do Polo Audiovisual da Zona da Mata, projeto criado pela sociedade civil. Em dezembro de 2013, o polo foi formalmente reconhecido pelo Governo Federal como arranjo produtivo local da Economia Criativa. Vamos consolidar o projeto para cinema de animação e artes digitais.

 

A perspectiva é que esse ramo irá produzir um novo ciclo de desenvolvimento, baseado na Economia Criativa e com grande uso de mão de obra qualificada. Em Recife, uma empresa que produz jogos de computadores no Porto Digital tem 12 funcionários e fatura anualmente R$ 25 milhões. Esse tipo de emprego que queremos ter aqui. Para isso, precisamos reforçar a formação técnica e de nível superior. Estamos lutando para instalar cursos federais que vão do técnico a pós-graduação. Sem a formação a massa salarial será sempre muito baixa e assim não se promove o desenvolvimento. Nosso desafio é descobrir como promover a distribuição de renda através da inovação tecnológica.

 

Na economia tradicional estamos investindo nas micro e pequenas empresas. No 2º semestre, depois das eleições, acontecerá uma etapa regional do Fórum Permanente das Microempresas e Empresas de Pequeno Porte (FOPEMINPE), em conjunto com a Secretaria de Desenvolvimento do Estado. Com isso, visamos aumentar a competitividade das micro e pequenas empresas (MPE’s) e facilitar o acesso ao mercado para as mesmas. Vamos melhorar a lei geral municipal das MPE’s e realizar ações para que elas sejam colocadas em prática.

 

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Agência de Desenvolvimento Ecos da Mata – Ademata 

Com o objetivo de trabalhar para que os municípios da região se desenvolvam com crescimento social, industrial, comercial e de forma sustentável, foi criada em 2013 a Agência de Desenvolvimento Ecos da Mata – Ademata. A Agência é o resultado de uma série de discussões acerca do desenvolvimento da região da Zona da Mata Mineira, por meio do Fórum de Desenvolvimento Regional Sustentável, do Programa de Desenvolvimento Local Ecos da Mata, realizado pela Votorantim Metais, em nove municípios da região.

 

Segundo o presidente da Ademata, Milton Miranda, a agência irá criar o regimento interno para trabalhar de acordo com o diagnóstico que já possui de cada município. “A diretoria vai visitar cada cidade, participando de reuniões com os prefeitos, secretarias, empresas, e entidades para avaliarmos os reais problemas e discutir as possíveis soluções. Sabe-se das dificuldades de uma Agência que ora se forma e dos grandes problemas que vamos encontrar, contudo essa diretoria é composta por homens e mulheres com um comprometimento muito grande com a sociedade e conhecedores do que é e como funciona o terceiro setor, portanto com condições de desenvolver um bom trabalho frente a Agência Ecos da Mata-Ademata.”