Por Carlos Costa

Resposta ao Letor

 

“No fim do ano, a renda em minha casa aumenta, pois eu e meu marido recebemos o 13º salário. Além disso, ele recebe a parte mais significativa da participação dos lucros da empresa onde ele trabalha. O problema é que nunca conseguimos usar esses recursos naquilo que tínhamos planejado. Eles acabam sendo usados para quitar algumas dívidas que acumulamos durante o ano. Continuo acreditando que, no ano seguinte, será diferente. O meu marido já não fica chateado, pois acha que, se conseguimos pagar nossas contas, está tudo bem. O que eu tenho que fazer para que em 2016 essa história não se repita?” (Sheila, Varginha/MG)

 

Sheila, muitos brasileiros têm, todo ano, essa mesma frustração. Gostariam de utilizar os recursos que recebem neste período do ano para realizar algo que haviam planejado anteriormente, mas acabam quitando alguns compromissos assumidos ao longo do tempo. E, apesar de prometer que no próximo ano as coisas serão diferentes, infelizmente, a promessa quase nunca é cumprida.

 

O que fazer para mudar essa história? O primeiro passo é utilizar esta época para fazer um balanço do que aconteceu durante o ano. Analisar erros, acertos e, principalmente, refletir sobre as mudanças que precisam ser feitas.

 

Se, em nossa vida, a maior parte do que nos acontece é resultado dos nossos hábitos, aqueles que pretendem mudar os resultados precisam necessariamente alterar os seus hábitos. Quem continua a fazer as coisas de mesma forma, continuará a ter os mesmos resultados. Sendo assim, o último passo nesse processo de mudança, e talvez o mais importante, é colocar esse entendimento em prática, adotando-se hábitos mais saudáveis.

Não é interessante utilizar os recursos extras recebidos no fim do ano simplesmente para tapar os buracos que são causados ao longo do tempo, na maioria das vezes, pelo hábito nada saudável de se gastar mais do que se ganha. Se o orçamento estiver equilibrado, esses recursos poderão ser destinados para os objetivos planejados.

Outro importante ponto que você deve aproveitar o momento para refletir junto com seu marido é sobre o futuro financeiro de vocês. Ao permanecer na situação de somente conseguir liquidar os compromissos assumidos, vocês não conseguirão realizar outros sonhos como, por exemplo, fazer uma viagem especial, reformar a casa ou trocar o carro. Sem falar na questão da aposentadoria.

Gosto sempre de dizer que parte da nossa renda não nos pertence. Pelo menos, não agora. Pertencerá no futuro, quando já não tivermos mais condições de estar no mercado de trabalho. Se gastarmos esses recursos no presente, eles farão falta no futuro.

(Texto publicado originalmente no site de Educação Financeira do Banco Mercantil do Brasil).

Planeje bons hábitos para 2016. Invista em sua educação financeira.

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