“A juventude seria a condição ideal se chegasse em uma fase mais tardia na vida.” (Herbert Asquith)

 

Aproveitar a vida! Quem não quer? É uma pena que pra tudo na vida existe um custo e o de se aproveitar qualquer coisa em demasia normalmente é alto. Devemos sim, desfrutar o que a vida nos oferece de bom e só vale apena trabalhar para que o fruto do nosso trabalho nos proporcione conforto e felicidade. Acontece que, ultimamente tenho pensado muito na minha juventude. Se pudesse retornar no tempo uma coisa que faria diferente era ser mais previdente para desfrutar melhor ainda meu presente. Esse pensamento tem me causado algumas reflexões até mesmo sobre o Brasil.

Nós todos (e digo isso sem medo de errar!), quando jovens, achamos que temos todo o tempo do mundo para tudo. Passeios, namoro, consumismo, baladas, roupas novas e tantas outras coisas a fazer que não nos preocupamos com a areia que se esvai da ampulheta. Esquecemo-nos ainda que essa fase passa rápido e nossa noção de tempo vai se modificando ao longo da vida. É como se estivéssemos em uma grande corrida de longa distancia. Se dermos todo o gás no começo, certamente nos faltará fôlego no final. Isso é certo como matemática. Se perguntarmos aos grandes fundistas, há uma unanimidade em afirmar que só descobrem os atalhos das provas com a experiência das carreiras.

Financeiramente esses fatos se assemelham. Todo o nosso exagero na juventude é cobrado ao longo da vida. Não temos a menor preocupação em juntar nossos modestos caraminguás enquanto estamos na fase áurea da nossa existência… E como a matemática financeira obedece à linha do tempo, quanto mais tarde começamos a nos preocupar com nosso futuro, mais tarde o conforto do futuro tende a chegar. O ideal e poupar desde cedo (digo cedo mesmo!), um valor por menor que seja… o problema está no nosso imediatismo de querer que tudo aconteça pra ontem, fazendo-nos esquecer que o presente é o alicerce do futuro.

Quando disse mais acima que minhas reflexões têm passado até mesmo pela situação do Brasil, afirmo isso porque nosso país envelhece a cada dia. Seremos em alguns anos uma população de velhos e não há como negar que os custos de envelhecer são caros. Hoje ainda temos em nossa pirâmide produtiva mais pessoas trabalhando do que aposentadas, mas em alguns anos essa base se alterará profundamente e se aposentar ficará muito mais difícil. Os trabalhadores ativos de hoje ficarão velhos. Teremos que trabalhar muito mais para desfrutarmos de benefícios na nossa velhice. A redução da taxa de natalidade aliada à melhoria nas condições de vida, conjugada aos avanços tecnológicos no campo da medicina são fatores evidentes que respaldam essas alterações. E o que estamos fazendo hoje para garantirmos uma velhice tranqüila? Certamente um jovem que lê agora esse texto pouco ou nada tem feito! Ainda sou jovem (de espírito!) e somente agora que me aproximo da metade da vida tenho me questionado sobre isso!

Nunca é tarde para se começar algo, mas quando se trata de previdência para o futuro, começar cedo é sempre o melhor conselho. Guarde algo para sua velhice… não pense somente no hoje… lembre-se que uma vida bem vivida nasce na infância, passa pela juventude, afirma-se na maturidade e consolida-se na velhice! Vá à luta e seja feliz!

Rodrigo José de Moura Souza

rodrigomouraconsultoria@gmail.com

Administrador Financista – CRAMG 35406

Especialista em Finanças pela Faculdade Machado Sobrinho de Juiz de Fora

MBA em gestão de Negócios e Empreendimentos pela Universidade Federal de Juiz de Fora

Especializando em Gestão e Analise de Custos pela Faculdade Metodista Granbery de Juiz de Fora