Neste mês de agosto não poderia deixar de passar despercebida uma data muito importante no avanço e conquistas das mulheres brasileiras. Em 07 de agosto de 2006 era sancionada a Lei 11.340, a tão conhecida Lei Maria da Penha, que ficou assim conhecida por representação de uma senhora, professora universitária, que sofrera durante anos violência doméstica e só após muito luta com os órgãos internacionais e com uma seqüela gravíssima na coluna, advinda destas violências, que a deixou paralítica, que a mulher vítima de violência doméstica teve seus direitos reconhecidos e a violação destes passou a ser considerada crime, passível de reclusão, dentre outras medidas. Até 1962 a mulher era considerada incapaz, nem direito a voto possuía.   Somente a partir de 1988, com a Constituição Federal, que homens e mulheres passaram a serem reconhecidos iguais em direitos.

E por que falar desses avanços em um jornal empresarial?

Por que cada dia mais as mulheres estão galgando espaços de liderança empresarial. Conforme pesquisa realizada em 2013, pela Grant Thornton Internacional Business Repor elas representam hoje 14% dos CEOs Globais (Diretor Executivo). Há 15 anos apenas três mulheres lideravam a lista da Fortune 500, hoje já são mais de 21.

Vários estudos, como é o caso do Relatório Women Matters, publicado anualmente pela McKinsey (www.mckinsey.com), sugerem que empresas que possuem mulheres como lideres são gerenciadas de forma mais eficaz e, consequentemente, obtem melhores resultados. Essa conexão positiva entre desempenho e representação feminina nos conselhos fora percebido também em estudo da Catalyst Research.

No Brasil estas pesquisas também são favoráveis em relação às mulheres, segundo o Instituto de Pesquisa Econômica e Aplicada da Universidade de São Paulo (IPEA/USP), as mulheres já são 38% do total de médicos, 36% dos advogados, juízes e promotores e mais da metade (53,5%) dos arquitetos do país.
Nos cargos de chefia, somente nos últimos dois anos, a participação feminina aumentou em 30%, isto demonstra que o preconceito em relação ao sexo feminino vem diminuindo gradativamente. Segundo Celso Rodrigues de Oliveira, consultor da Redhunter Consultoria e Treinamento, “O homem ainda tem resistência a liderança da mulher por razões culturais, mas isso está diminuindo a cada dia”.

Ainda de acordo com Oliveira, os cargos de chefia mais ocupados por mulheres no Brasil são os de gerente de marketing, setores administrativos, recursos humanos e área de telemarketing.

 

Apesar de todos estes avanços ainda temos muito pela frente. Ainda não compomos nem a metade de cargos de gerência e muitas das vezes não por falta de competência, mas porque nossas exigências são muito maiores, já que ainda a maioria das mulheres ainda tem que lidar com o trabalho doméstico, o trabalho na empresa e algumas, ainda tem que cuidar das crianças. Esses diversos papéis tornam muito mais difícil para mulher – dona de casa, mãe, empresaria – optar por seguir uma carreira e alcançar posições altas, tornando a jornada feminina muito mais extenuante se comparada com a masculina.