Meu primeiro trabalho foi um emprego no comércio local em dezembro de 1980. Com o tempo, eu aprendi muito e passei a subir de posição. Fiquei lá cerca de dois ou três anos e decidi que era hora de almejar algo melhor; eu trabalhava muito, mas meu salário era pequeno. Entre algumas propostas, eu já estava em negociação para a compra de uma padaria. Em 1985, adquiri a empresa, porém, a venda era fraquíssima, os produtos não tinham qualidade e eu não tinha funcionários de balcão. Com o que eu ganhava, mal dava para pagar os dois colaboradores. Quando começamos, eu tratei de levar um deles para Juiz de Fora comigo e observar como eles trabalhavam lá. Paralelo a isso, eu investi em cursos que me deram o conhecimento necessário para melhorar os produtos. Logo tratei de convencer os padeiros a mudar o jeito que eles faziam, pois eles haviam aprendido errado e, com o tempo, fui os ensinando e, ao mesmo tempo, adaptando as receitas à realidade que tinha, usando os equipamentos que possuía na época. Nesse período, eu trabalhava de dia e de noite, pois precisava convencê-los a mudar a forma como eles faziam e era necessário fiscalizá-los. Hoje em dia, completando três décadas de padaria neste ano, vejo que muita coisa mudou. Antigamente, era mais fácil, nós fazíamos pão doce, pão de sal, pão de ovos e outros mais, contudo, os materiais para confecção desses produtos eram baratos e a margem de lucro era alta. Agora, há mais competição, os produtos são muito caros e não há como conseguir um alto. Eu escolhi trabalhar com algo que eu gosto, que me dá prazer e isso é um diferencial. É preciso estar sempre atento as mudanças e sempre optando por um canal de atuação. Eu optei por aquilo que me agradava mais. Eu invisto em pães e na variedade deles.