A maior greve geral nacional já realizada aconteceu em 1989 e desde 1996 o Brasil não vive uma greve geral.

 

A greve geral organizada por centrais sindicais para esta sexta-feira (28) contra as reformas da Previdência e das leis trabalhistas pode atingir o transporte público, bancos e fábricas de São Paulo. Paralisações também estão previstas no Rio de Janeiro, Bahia, Minas Gerais, entre outros Estados.

“Desde 1996 o Brasil não vive uma greve geral. Os sindicatos estão mobilizando suas bases, aprovando a participação das categorias em assembleia”, afirmou João Cayres, secretário-geral da CUT (Central Única dos Trabalhadores) em São Paulo. A maior greve geral nacional já realizada no Brasil aconteceu em 1989, mas ainda assim não conseguiu parar completamente os setores produtivos do país.

A lista de entidades que prometem fazer parte do movimento da próxima sexta deve crescer até o final da semana. Há pevisão de assembleias de categorias até quinta-feira (27) para decidir se participarão ou não da greve.

Na capital paulista já declararam paralisação os sindicatos dos metroviários, ferrpviários, dos motoristas de ônibus, dos motoboys e dos trabalhadores da limpeza urbana.

Pilotos de avião e comissários de bordo confirmam na quinta se participarão ou não da greve. Uma primeira votação na segunda-feira indicou que a categoria deve parar, segundo o Sindicato Nacional dos Aeronautas.

Professores da rede estadual, municipal e da rede privada também paralisarão suas atividades na sexta. O Sindicato dos Trabalhadores em Saúde, Previdência e Assistência Social também aderiu ao movimento.

Funcionários dos Correios decidem hoje se entrarão em greve. Nesse caso, porém, a paralisação vai além da manifestação de sexta – a proposta é uma greve geral dos trabalhadores da empresa contra o fechamento de agências e da suspensão das férias, entre outros pontos.

Os Sindicatos dos Petroleiros de Minas Gerais, Espírito Santo, Amazonas, Pernanmbuco/Paraíba, Bahia, Duque de Caxias (RJ) e Ceará/Piauí também declararam adesão à greve.

Fonte: Folha de S.Paulo e Uol