Uma síndrome desconhecida fez da “mulher mais feia do mundo” um exemplo de superação

Na adolescência, Lizzie Velasquez recebeu o epíteto de “mulher mais feia do mundo”. Um vídeo de poucos segundos de sua imagem na internet tornou a jovem americana conhecida pelo infeliz título. O surpreendente é que Lizzie não se deixou afetar pelo julgamento alheio, e virou a mesa quando o assunto é a sua autoestima.
Ela possui uma doença rara que afeta apenas três pessoas no mundo. Ainda sem nome, sua condição não permite acúmulo de gordura e ganho muscular, e, por isso, ela pesa cerca de 30 quilos desde pequena. A doença também causou a perda da visão de seu olho direito e parte da capacidade de enxergar do esquerdo. E afeta o sistema imunológico. O fato de andar, falar e pensar por si mesma é considerado um milagre pelos médicos.
Lizzie tinha tudo para ser alguém amarga. Mas, com o apoio da família – que sempre a tratou como qualquer outra pessoa -, a jovem decidiu não permitir que sua aparência definisse quem ela era. Ver o lado positivo da síndrome tornou-se uma missão: “Eu tive uma vida muito difícil, mas tudo bem”, diz. “Posso ficar doente muitas vezes, mas tenho um cabelo lindo”, brincou durante uma palestra para a organização ted, no final de 2013. No vídeo, que viralizou no começo deste ano, ela explica como permitiu que as ações positivas fossem responsáveis por transformá-la na mulher que é.
Como resultado do bullying, Lizzie percebeu que dar atenção aos comentários maldosos de desconhecidos não a levaria a lugar algum, e usou essas adversidades como motivação para conseguir o que queria: tornar-se uma palestrante motivacional, uma autora publicada, graduada na universidade e mãe de família. Dessa lista, ela já conquistou três: trabalha como palestrante, vai publicar o terceiro livro – os dois primeiros são chamados Be Beautiful, Be You e Lizzie Beautiful – e se formou na Universidade do Texas em Comunicação. “Eu usei a negatividade dos outros para acender a minha fogueira e me manter no caminho. Façam o mesmo.”

 

Fonte: Vida Simples